Ataques a profissionais de mídia durante manifestações, censura judicial e homicídios de jornalistas restringem o trabalho da imprensa no Brasil, de acordo com relatório divulgado nesse domingo, 20, na 69ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em Denver, nos Estados Unidos.
Segundo o documento elaborado pela Associação Nacional de Jornais, ao menos 70 jornalistas foram vítimas de violência policial ou foram agredidos por manifestantes desde o início da onda de protestos, em junho.
O texto destaca os assassinatos do repórter Rodrigo Neto e do fotógrafo Walgney Assis Carvalho, mortos em Minas Gerais em março e abril, respectivamente. Na avaliação publicada no documento, os casos foram os mais graves nos últimos seis meses.
Episódios envolvendo a polícia, como os dos fotógrafos da Folha Fábio Braga, atacado por cães, e Marlene Bergamo, atingida por gás lacrimogêneo, também foram relatados. A censura judicial que impede o jornal Estado de S. Paulo de publicar reportagens sobre investigação que atinge o empresário Fernando Sarney, desde julho de 2009, foi lembrada.
A situação da liberdade de imprensa em outros 24 países também está sendo discutida no evento