O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram a ação da Polícia Militar do DF contra jornalistas na manifestação do último sábado (7/9). Jornalistas do Correio e de outros veículos que cobriam os protestos se tornaram alvo da ação do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque) e do Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães). Os profissionais da imprensa, que portavam crachás de identificação, foram atingidos por bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, além spray de pimenta e balas de borracha.
Em nota à imprensa, o sindicato "exige que seja realizada uma sindicância rigorosa sobre os episódios relatados pelos profissionais. É essencial que os responsáveis diretos pelas agressões sejam punidos, bem como os superiores que autorizaram a ação contra a imprensa e a população em geral".
"O GDF deve alterar com urgência a política de segurança pública", ressalta. O sindicato também informou que aguarda posicionamento da Câmara Legislativa do DF (CLDF) e Ministério Público por zelar pelos direitos humanos. "Solicitamos à CLDF a abertura imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os abusos cometidos", completa a nota.
Segundo a Abert, cinco repórteres foram hostilizados e agredidos quando cobriam as manifestações em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Manaus. "É inaceitável que se imponham limites à atividade jornalística pelo grave prejuízo que causam à sociedade, por ter violado o direito fundamental de acesso à informação", classificou.
De acordo com a Fenaj, apesar de ter havido relatos de ameaças feitas por manifestantes à jornalistas, os maiores problemas foram causados pela polícia. “Verificamos que há despreparo total da polícia na contenção desses movimentos. As academias de polícia precisam reformar seus currículos. Não se pode tratar manifestantes pacíficos e profissionais em trabalho como se fossem bandidos”, disse o diretor de Relações Institucionais da Fenaj, José Carlos Torves. “Estamos apurando a abrangência e a gravidade desses casos para nos manifestarmos posteriormente e tomarmos as medidas necessárias junto às secretarias de Segurança dos estados, à Secretaria Nacional de Direitos Humanos e ao Ministério Público”, explicou o dirigente.
Com informações da Agência Brasil - Matéria publicada pelo Correio Braziliense