Notícias
  • Imprimir
Publicado em Segunda, 07 Julho 2014 16:30
PLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMITPLG_ITPSOCIALBUTTONS_SUBMIT

O Sindicato dos Jornalistas do DF e o Sindicato das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF (Sinterj/DF) realizaram nesta segunda-feira, 7/7, mais uma mesa de negociação para discutir a nova Convenção Coletiva de Trabalho das redações comerciais. Na reunião, o SJPDF apresentou os resultados da votação da última consulta às redações, que ocorreu na semana passada. Dos 337 jornalistas que participaram da consulta, 212 (63%) foram contra a proposta das empresas e pela contraproposta dos trabalhadores e 125 (37%) se manifestaram a favor do fechamento do acordo.

A proposta dos patrões rejeitada pela categoria apresenta basicamente a reposição inflacionária. As empresas ofereceram um reajuste salarial de 5,62% (índice da inflação referente a março). No piso, os patrões apresentaram índice praticamente igual (5,84%), chegando a R$ 2.060. No PLR, os empregadores concederiam teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.500, mas manteriam o benefício em 35% do salário-base (o relativo às 5 horas diárias).

 Proposta insuficiente

Durante a reunião, os diretores do Sindicato avaliaram que a rejeição da categoria mostra a necessidade das empresas irem além do que já foi apresentado na mesa, mesmo que a oferta tenha sido colocada como limite. Os representantes do SJPDF argumentaram que em negociações de convenções coletivas de trabalho de outros estados, e em mercados menores, o setor patronal vem oferecendo mais. 

"Em Sergipe a CCT fechou com 1,5% de ganho real, e em Goiás, com 1%. Mesmo a mídia impressa, que alega problemas financeiros, no Rio de Janeiro está disposta a dar tíquete-alimentação de R$ 377, enquanto aqui querem fechar em R$ 190", destaca Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF. 

Para resolver o impasse, os diretores do Sindicato disseram que é preciso um novo esforço para atender às reivindicações da categoria. “Precisamos de um avanço maior na proposta para podermos a algo que possa significar um acordo. A categoria apontou como prioridades o ganho real nos salários e no piso salarial, bem como melhorias no PLR. Os patrões devem analisar em que pontos podem melhorar a proposta”, diz Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF.

Dificuldade de avançar

Os representantes do Sinterj/DF irão realizar nova assembleia das empresas para avaliar a contraproposta como o setor irá se posicionar diante do cenário atual, mas já adiantaram que será muito difícil ter um reajuste salarial com ganho real. Eles alegaram dificuldade mas afirmaram que é válido fazer um exercício para ver se é possível chegar a uma proposta que viabilize o fechamento da convenção.

Mobilização nesta semana

Para pressionar as empresas, o Sindicato vai promover um dia de mobilização na próxima quinta-feira (10/7). A participação dos jornalistas será fundamental para que a categoria consiga dar visibilidade ao impasse na negociação salarial. 

Confira a proposta da categoria e a contraproposta dos patrões que serão levadas à consulta 

 

 

Proposta da Categoria

Proposta dos Patrões

Reajuste salarial

7,62 (2% de ganho real)

5,62% (para mídias eletrônica e impressa)

Participação nos Lucros e Resultados (PLR)

50% da remuneração com teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.700

35% do salário-base de 5 horas, com teto de R$ 2.500 e piso de R$ 1.500

Auxílio-alimentação

Aumento de 8,3% com o valor mínimo de R$ 15 por dia

Valor de 190 por mês, o que corresponde a R$ 7,91 por dia, sem fornecimento nos períodos de férias e afastamentos

Piso Salarial

R$ 2.150

R$ 2.060 (aumento de 5,64%)

Segurança

Obrigação de fornecer equipamentos e treinamento de direito de se retirar de cobertura perigosa

Criação de comissão paritária para propor medidas de segurança

Equipamento fotográfico

Adicional de 30% com especificações de mínimo para o equipamento

Estabelecimento de modelos de equipamentos com percentuais diferenciados

 Horas-extras

Adicional de 100% e compensação de 2 pra 1 hora-extra trabalhada

Adicional de 70% (duas primeiras), 65% (demais horas) e 100% (dias de descanso) com compensação de 1 pra 1.