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Publicado em Segunda, 15 Junho 2026 20:35
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Profissionais da Rádio e TV Justiça e setores da Comunicação Institucional do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, decidiram prosseguir com a histórica greve iniciada nesta segunda-feira (15). O movimento paredista atingiu praticamente todos os setores responsáveis pelo funcionamento das emissoras públicas e causou grande impacto na programação do jornalismo judiciário. Para se ter uma ideia, o programa Justiça Agora, exibido diariamente às 8h na TV Justiça, não foi ao ar nesta segunda. Já o principal telejornal, o Jornal da Justiça, exibido às 18h30, foi apresentado de forma improvisada pela chefe de reportagem, que não é apresentadora oficial do noticiário. Além disso, o jornal foi sustentado com a leitura de notas e utilização de material produzido por equipes de outros tribunais. 

Ao longo do dia, a programação própria das emissoras teve seus vazios preenchidos por música e reprises de programas e julgamentos passados. Nenhuma informação do dia foi ao ar, porque não havia profissionais disponíveis para este trabalho crucial. É lamentável que o STF e a Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), empresa terceirizada que presta serviços à Suprema Corte, tenham deixado a situação chegar a este ponto. Só de FGTS, são mais de 10 meses de não recolhimento. Salários, tíquete-alimentação e até repasse de Pensão Alimentícia (PA) tiveram atraso. Faltando menos de 40 dias para o fim do contrato entre Fundac e STF, os trabalhadores não sabem se terão suas verbas rescisórias devidamente honradas pela Fundação. É inaceitável que profissionais dedicados a dar transparência e constituir a imagem pública da Justiça Brasileira tenham que passar por essa falta de respeito!

A greve na Rádio e TV Justiça também gerou grande repercussão na imprensa. Parte das reportagens veiculada em importantes portais de notícia problematiza justamente os impactos da paralisação na garantia da transparência dos trabalhos do STF e destacou as reivindicações da categoria. Vale lembrar que a partir desta terça-feira (16) começam as sessões de julgamento nas Turmas do STF e, na quarta-feira (17), haverá sessão do plenário do Tribunal. A cobertura por parte dos profissionais de comunicação especializados do STF, que garantem reportagens explicativas e contextualização dos complexos temas jurídicos em debate na Suprema Corte, estarão comprometidos se a greve prosseguir sem que haja uma resposta por parte dos responsáveis por essa situação.

Reunião com STF

No fim da tarde, representantes dos trabalhadores/as e dos Sindicatos foram chamados para uma reunião com o Secretário de Orçamento, Finanças e Contratações do Supremo Tribunal Federal (STF), que reafirmou o que já havia dito antes, que o Supremo pretende reter valores devidos à Fundac para garantir o pagamento dos trabalhadores. Ele disse possuir respaldo para adotar essa medida.

Na reunião, representantes da categoria solicitaram que todos os compromissos e garantias fossem formalizados por escrito e encaminhados aos trabalhadores para avaliação. Também foi informado que o STF ainda não possui o detalhamento individual dos valores devidos a cada profissional e que uma reunião com a Fundac será realizada, pelo STF, para levantar os montantes exatos referentes ao FGTS e demais débitos trabalhistas.

Segundo o que foi apresentado, há valores significativos a serem recebidos pela Fundac, além das faturas para pagamento de salários, e que poderão ser utilizados para quitar pendências trabalhistas, incluindo parcelas do FGTS e eventuais verbas rescisórias, caso ocorra o encerramento dos contratos.

Os/as trabalhadores/as reforçaram que qualquer posicionamento da categoria dependerá da apresentação formal dessas garantias, que ainda precisarão ser avaliadas rigorosamente. A GREVE CONTINUA!

Nosso Piquete de Greve será retomado a partir das 9h desta terça-feira (16), com Assembleia Permanente. A categoria é soberana e avaliará coletivamente os rumos do movimento. 

GREVE NA RÁDIO/TV JUSTIÇA - PROGRAMAÇÃO DESTA TERÇA-FEIRA (16/06)