A assembleia da última sexta-feira (5/8) decidiu que os jornalistas do DF seguem na luta por um reajuste salarial digno para enfrentar a inflação. Por maioria clara (42x22), foi rejeitada a proposta do sindicato patronal, que sinaliza com um reajuste de pouco mais que a metade da inflação acumulada até a data-base para profissionais que recebam acima do piso salarial.
Mais importante: diante da recusa dos patrões a negociar um índice intermediário, capaz de ao menos reduzir as perdas salariais, a assembleia aprovou o chamado a uma PARALISAÇÃO das e dos jornalistas do DF, na quinta-feira (11/8), como recurso para demonstrar de maneira efetiva a determinação de colocar uma trava na sangria do nosso poder aquisitivo.
O SJPDF levará à parte patronal a contraproposta aprovada na assembleia:
-> reajuste do piso salarial pela inflação integral na data-base (11,73%), parcelado: 7% no mês seguinte ao acordo e 4,73% na folha de janeiro;
-> reajuste de 10% para os que recebem acima do piso até R$ 10 mil (salário-base para 5 horas), parcelado: 7% no mês seguinte ao acordo e o restante na folha de janeiro;
-> reajuste de 8% para os salários acima da faixa citada, seguindo o mesmo parcelamento.
A assembleia da última sexta foi a mais representativa em 4 meses de negociação. Reflete a insatisfação nas redações com a perspectiva de acumular mais um ano de perdas salariais - desta vez, com a taxa anual próxima de 12% e a oferta de um reajuste, sem retroatividade, que corresponde a 60% desse índice.
Vale lembrar que, embora a proposta patronal, já aceita pela categoria, traga um abono especial de 28% como forma de "compensar" a não-retroatividade do reajuste, o abono ou PPR historicamente pagos pelas empresas ficaram novamente de fora dessa negociação.
Reiterando, portanto: foi aprovada a convocação de uma PARALISAÇÃO DE 2 HORAS, na quinta (11/8), entre 14h e 16h, para que as redações manifestem a recusa a mais um reajuste que avilta os nossos salários - e a disposição de seguir na luta, para que as e os jornalistas do DF comecem a rever as perdas dos últimos anos e a recuperar a dignidade da nossa profissão, também no terreno salarial.