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Publicado em Quinta, 24 Novembro 2016 18:34
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Segundo levantamento realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) seis de nove negociações salariais fechadas no DF neste ano tiveram reajustes com reposição inflacionária e, em alguns casos, até com aumento real (confira a tabela aqui). O departamento acompanha 21 negociações salariais na capital. 

Embora o estudo não abranja a totalidade das categorias, os dados revelados são representativos e vão contra o cenário traçado pelas empresas de comunicação na Campanha Salarial 2016, segundo o qual a crise econômica justificaria propostas ruins apresentadas à categoria.   

Negociação 

Sem avanços, depois de oito meses de negociação, os patrões insistem em ofertar um aumento de 5% e retirar o retroativo, acabando de vez com a lógica da data-base. Na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os empresários oferecem um valor equivalente a metade do pago ano passado (piso de R$ 900 e teto de R$ 1.350). Confira abaixo o quadro comparativo das propostas.

"Sabemos que existe a crise. Não ignoramos o cenário da comunicação com reformulações de produtos como a migração dos jornais impressos para ambientes onlines e também com auto índice de desempregos. No entanto, as empresas querem trabalhar com uma oferta muito abaixo da inflação e ainda propor a retirada de direitos já conquistados. O levantamento do Dieese mostra que várias categorias alcançaram reajustes conforme a inflação. Os patrões precisam apresentar alternativas melhores para a categoria”, comenta Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF.

Dissídio Coletivo

Em setembro, a categoria requereu um pedido de dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho. O Ministério Público do Trabalho (MPT-DF) apresentou um parecer positivo para o caso ao Tribunal Regional do Trabalho (confira mais aqui).

Comparação de propostas

  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% 5% de aumento sem retroativo (inclusão de proposta de abono de R$600 a ser pago até junho de 2017)
Piso RS 2.470 R$ 2.370 (5,5%)
PLR 35% da remuneração  
    - Teto - R$ 2.800
    - Piso - R$ 2.300

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 1.150

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Sem reajuste no valor mínimo
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%
Horas-extras Adicional de 80% e compensação correspondente Manter cláusula atual