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Publicado em Quinta, 24 Novembro 2016 15:48
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A 1ª Vara Civil de Brasília convocou o Sindicato dos Jornalistas do DF e a LB Valor (incorporadora responsável pelo consórcio que celebrou o primeiro contrato de arrendamento do Clube da Imprensa com a entidade) para manifestar o interesse ou não na participação de uma audiência de conciliação sobre a rescisão contratual do Clube. 

O juiz Issamu Sgubizaki, responsável pelo caso, estipulou o prazo de 10 dias para as partes se pronunciarem. A diretoria do Sindicato apresentou interesse em participar da audiência de conciliação por entender que o momento será propício para demonstrar ao juiz que não existe possibilidade de negociação do contrato em questão. 

Entenda o caso

Em 2010, quando a gestão Renovação assumiu a direção do Sindicato dos Jornalistas encontrou uma dívida no Clube de mais de R$ 800 mil e déficit mensal de R$ 35 mil. Foi realizado um amplo processo de debate com assembleias e com um plebiscito em 2011 para aprovar uma proposta de parceria que previa um arrendamento e, em contrapartida, a construção de uma nova sede e um repasse mensal ao Clube.

Em 2012 a área foi fechada para o início das obras. Contudo, em novembro de 2013 o consórcio de empresários que celebrou o termo, comandado por Luís Bizerra, da LB Valor, deixou de cumpri-lo e ainda tentou impor o aceite do contrato pela metade. Após duas assembleias realizadas em 2014, foi decidido ajuizar uma ação de rescisão do contrato. O litígio segue sem resolução no Tribunal de Justiça do DF. 

Novo contrato de arrendamento

Em outubro deste ano, o Sindicato dos Jornalistas do DF assinou novo contrato de parceria de arrendamento do Clube da Imprensa com a JR Promoção e Produção de Eventos. Pela proposta, 75%  da área do Clube será arrendada para a empresa por um período de 30 anos. A construção do Clube ficará sob a responsabilidade da JR e a gestão do espaço será feita pela diretoria do Clube. 

 

Durante um período de carência de 24 meses, a empresa pagará 10 mil reais por mês ao SJPDF. A partir do 25º mês de contrato, a JR passará a pagar 50 mil reais mensalmente e mais um repasse de 5,5% sobre o faturamento da empresa com o empreendimento construído, além de arcar com todas as despesas do clube. Um seguro para garantir a execução das obras também estará sob a responsabilidade da JR. Caso a categoria venha a ter algum tipo de prejuízo com a ação de rescisão contra a LB Valor que está tramitando na justiça, a JR assumirá a dívida.