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Publicado em Terça, 08 Novembro 2016 18:12
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A 1ª Plenária Ampliada de Mulheres de Esquerda do DF realizada no último sábado, 5/11, contou com a participação de cerca de 70 mulheres (de organizações que defendem direitos das mulheres, de partidos de esquerda e independentes). Durante o evento, elas aprovaram a criação de uma frente, ainda sem nome definido, mas que tem o objetivo de fazer enfrentamento ao golpe, denunciar retrocessos e impactos e construir um projeto de sociedade a partir de perspectivas feministas.  

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Bia Barbosa, integrante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e do Coletivo Intervozes; Vilmara Pereira do Carmo, diretora do Sinpro-DF; Joseanes Santos, da Frente de Mulheres Negras do DF e entorno; e Talita Victor, do Setorial de Mulheres do PSOL-DF e militante LGBTT; foram as responsáveis pelas discussões da mesa principal do evento.  

Sob perspectiva sindical, Vilmara tratou das ameaças aos direitos da classe trabalhadora com as medidas anunciadas pelo governo de Michel Temer, em especial para as mulheres. Entre elas  a PEC 55 (antiga 241), a reforma da previdência e a reforma trabalhista, que devem ser encaminhadas ao Congresso Nacional em breve pelo governo. Talita abordou os ataques enfrentados por mulheres, negros e comunidade LGBT em função do avanço do conservadorismo, especialmente com o crescimento do fundamentalismo religioso, que tem amplo respaldo no governo atual.   

Bia Barbosa falou do papel da mídia no processo que implementou o golpe institucional/parlamentar e as narrativas utilizadas pelos noticiários dos principais veículos de comunicação, nitidamente a favor do impeachment e contra as pautas sociais e trabalhistas. A questão da criminalização dos movimentos sociais também foi tema colocado no debate pela representante do FNDC. Joseannes explanou sobre os desafios das mulheres negras e a necessidade de reforçar e reafirmar o debate acumulado no processo de construção da Marcha Nacional das Mulheres Negras, realizada em novembro do ano passado, com o objetivo de concentrar forças para enfrentar os retrocessos que virão.  

As coordenadoras do Sindicato dos Jornalistas do DF Leonor Costa, Renata Maffezoli, Debora Castro (também representante do movimento Rosas pela Democracia), Maria Melo e Jacira Silva participaram da plenária, acompanhadas de outras colegas que integram o Coletivo de Mulheres do SJPDF, entre elas Gisele Barbieri, Elizangêla Araújo e Mariana Martins. 

Próxima Plenária

As militantes voltarão a se reunir em uma 2ª Plenária no dia 19/11. Neste evento, elas definirão o nome da frente e também a metodologia de trabalho que será adotada pelo grupo.  

Campanha 16 Dias de Ativismo 

Durante a Plenária, as mulheres também decidiram que irão construir uma agenda unificada da frente para marcar o Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, celebrada todos anos em 25 de novembro. Com isso, a agenda integrará a Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres (mobilização anual realizada simultaneamente por diversas organizações da sociedade civil e pelo poder público, engajados nesse enfrentamento). Mundialmente, a Campanha se inicia em 25 de novembro e vai até 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos), passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. 

A plenária aprovou, ainda, que a frente se engajará em outras agendas de luta, como a Greve Geral do dia 11/11, as mobilizações das ocupações nas escolas e universidades e as diversas atividades que serão realizadas para o marcar o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.  

Unificar nas pautas convergentes

A realização da Plenária das Mulheres de Esquerda foi uma iniciativa puxada pelo coletivo Rosas pela Democracia e depois contou com a participação de várias outras organizações, entre as quais Unegro, PCO/Coletivo Rosa Luxemburgo, CUT Brasília, PartidA Feminista, PSOL, Fora do Eixo/Mídia Ninja, OAB, PT Águas Claras, Frente de Mulheres Negras do DF e entorno, Unegro, PCdoB, UBM, Associação das Advogadas pela Igualdade de Gênero, MMM – Marcha Mundial das Mulheres, Intervozes, Levante Popular da Juventude, FNDC – Fórum Nacional para Democratização da Comunicação, Comitê pela Legalidade – Servidores da Câmara, Frente dos Servidores e Servidoras pela Democracia, Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF, Conselho Nacional de Saúde, Sinpro-DF, Frente Democracia Saúde, Associação Lésbica Feminista de Brasília, Coturno de Vênus, FMDFE - Fórum de Mulheres do DF e entorno, Frente Popular em Defesa do SUS.

Na avaliação das participantes, a iniciativa de realizar a plenária, que culminou na criação de uma frente ampla, é positiva considerando as ameaças sofridas pelas mulheres em seus direitos e os retrocessos que estão por vir. A atividade reflete um esforço das organizações envolvidas na articulação de focar nas pautas que unificam os diversos movimentos de mulheres e o conjunto da esquerda, repeitando as diferenças e as leituras divergentes da conjuntura. Ao final, foi demarcada a disposição em atuar de forma unificada e sob a perspectiva feminista, para debater saídas à esquerda contra os ataques dos governos e a retirada de direitos. 

Foto: Mídia Ninja