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Nesta segunda-feira, 26/9, a Comissão de Jornalistas do Correio Braziliense e o Sindicato dos Jornalistas do DF realizaram mais uma reunião com a direção do veículo para tratar das dificuldades financeiras da empresa e das demandas dos empregados. Uma das questões centrais foi o repasse integral dos salários dos editores. O pagamento das férias e o recolhimento do FGTS também foram pautas das discussões.

Em relação à integralidade dos salários dos editores, os representantes da empresa garantiram que a outra metade do salário desses jornalistas iria ser depositada até hoje. O Sindicato obteve a informação que os valores pendentes realmente foram efetuados nesta terça-feira (27). A informação foi que o auxílio-alimentação da redação também teria sido regularizado.

Os trabalhadores e os representantes sindicais voltaram a cobrar o pagamento dentro do prazo legal das férias dos funcionários. O jornal garantiu que as obrigações relativas a esse assunto estão em dia. No entanto, a empresa alegou que as grandes dificuldades financeiras enfrentadas no mês de setembro poderão dificultar os pagamentos das futuras férias dos trabalhadores.

FGTS

A regularização do FGTS, problema que se arrasta há mais de dois anos na empresa, também voltou a ser pautada na reunião. Representantes do Correio voltaram a dizer que só conseguirão quitar a divida do FGTS com os trabalhadores depois que viabilizarem o restante de recursos por meio de debêntures.

Durante a reunião, a direção da empresa afirmou que o repasse a quem foi desligado está normalizado. Nas situações em que os funcionários precisam utilizar recursos do Fundo para a compra de imóveis ou para o abatimento de prestações o RH informou que avalia caso a caso.

Os representantes do Correio colocaram que ainda existem 11 milhões no mercado de debêntures, o que os possibilitará regularizar de vez o FGTS.

A diretoria do SJPDF solicitou novamente que o veículo apresente um calendário de regularização por ordem de prioridades, com indicações de quem serão os primeiros a receber e previsão de data para os pagamentos.

Restruturação

Os diretores do Sindicato demonstraram preocupação com a reestruturação que o Correio diz que ocorrerá na empresa. A entidade teme que o veículo não mantenha os postos de trabalhos dos jornalistas. Ainda não está bem claro como será a reestruturação e quando ocorrerá. 

Os diretores da empresa afirmaram que haverá uma mudança de concepção do veículo que deverá migrar para o meio eletrônico. Os diretores colocaram que a questão ainda está sendo discutida com os funcionários na redação e também por meio de grupos de trabalho e que somente depois disso irão ser encaminhadas as mudanças.

Histórico

A crise financeira do Correio não é nova, mas se acentuou nos últimos meses. A empresa não conseguiu pagar a diferença salarial retroativa da Convenção Coletiva de Trabalho 2015/206, bem como a Participação nos Lucros e Resultados. Foram realizadas várias reuniões e assembleias no primeiro semestre. Frente à proposta de parcelamento dessas duas pendências e do não pagamento dos jornalistas free lancers, os profissionais da redação realizaram duas paralisações históricas em junho.

Com elas, a empresa alterou seu cronograma para adiantar os pagamentos e implantou um cronograma de regularização dos repasses aos jornalistas free lancers. Com a emissão de debêntures, o Correio pagou o restante das obrigações, restando o FGTS e problemas como os mencionados anteriormente.