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Os sindicatos dos Jornalistas do DF e das Empresas do setor (Sinterj/DF) realizaram nesta segunda-feira, 22/8, mais uma mesa e negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas do DF 2016/2017. Sem mudanças nos reajustes dos salários e do piso (5% e 5,5% de aumento, respectivamente), os empresários também continuaram com a proposta de acabar com o retroativo. Para tentar compensar, o piso da Participação nos Lucros e Resultados passou de R$ 900 para R$  1.150 e foi oferecido um abono de R$ 600 a ser pago até junho de 2017.

Os jornalistas lutam por um reajuste de 11,33% (resultado do índice da inflação calculado com base no INPC, de 9,91% mais 1,42% de recuperação de perdas do ano passado). A proposta laboral também prevê piso de R$ 2.470. Na Participação nos Lucros e Resultados (também conhecida como abono), os jornalistas solicitam 35% de aumento, com o teto R$ 2.800 e o piso de R$ 2.300 (Confira o quadro comparativo de propostas abaixo).  

A negociação deste ano foi iniciada em fevereiro e os progressos foram irrisórios. Para a diretoria do Sindicato e também, na opinião da categoria, além das propostas muito ruins de reajustes nas cláusulas econômicas, sobretudo no principal item que é o reajuste salarial, a retirada do retroativo configura um retrocesso nos direitos já conquistados. Os avanços nas negociações das cláusulas sociais também são muito poucos.  

Segundo Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF, os patrões, mais uma vez, não estão levando em consideração a opinião da categoria. “Na consulta que realizamos nas redações e também com as assessorias de imprensa ficou claro quais são as prioridades da categoria. Os patrões insistem em trabalhar com um índice muito aquém, inclusive abaixo do que foi aprovado em 2015, que foi de 7%. Os jornalistas também não estão dispostos a aceitar a retirada do retroativo, no entanto, os empresários mantêm essa proposta”, explica Pozzembom. 

Uma nova assembleia será marcada para decidir se irá ocorrer ou não uma nova consulta às redações. “Temos o desafio de sensibilizar a categoria para que possamos vencer esse impasse, mostrando para os patrões que o que está sendo colocado não atende o trabalhador”, acrescenta Marcos Urupá, coordenador-jurídico da entidade.

Comparação de propostas

  Proposta dos trabalhadores Proposta dos Patrões
Reajuste INPC (9,91%) + 1,42% 5% de aumento sem retroativo (inclusão de proposta de abono de R$600 a ser pago até junho de 2017)
Piso RS 2.470 R$ 2.370 (5,5%)
PLR 35% da remuneração  
    - Teto - R$ 2.800
    - Piso - R$ 2.300

35% da remuneração

Teto – R$ 1.350

Piso – R$ 1.150

Auxílio-alimentação Mínimo de R$ 380 por mês (R$ 19 por dia) e, para quem ganha mais do que isso, reajuste segundo o INPC Sem reajuste no valor mínimo
Auxílio-creche Mínimo de R$ 500 e reposição segundo INPC . Educação para quem recebe além desse valor R$ 450 (7,1%)
Seguro de vida Reajuste de 14,42% Reajuste de 7%
Horas-extras Adicional de 80% e compensação correspondente Manter cláusula atual