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Publicado em Quarta, 01 Junho 2016 10:19
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As eleições para a direção da Federação Nacional dos Jornalistas ocorrerão de 19 a 21 de julho. Duas chapas se inscreveram para concorrer à eleição da direção da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). A chapa 2 "Hora de reagir: renovar a FENAJ em defesa dos jornalistas" conta com cinco diretores do SJPDF, sendo encabeçada por Jonas Valente, coordenador-geral da entidade, e por Leonor Costa, Marcos Urupá, Gésio Passos, Renata Maffezolli e Reginaldo Aguiar. A chapa 1 “Sou FENAJ! Em defesa da Democracia, do Jornalismo e dos Jornalistas” é comandada pela atual vice-presidente da Federação, a jornalista Maria José Braga, de Goiás.

 

A eleição para a direção da Federação ocorre de forma direta de três em três anos. A votação deste ano está marcada para 19 a 21 de julho. A escolha dos membros da nova Comissão Nacional de Ética ocorrerá junto ao processo. Para este órgão foram inscritas 9 candidaturas avulsas.Votam os jornalistas em dia nos dias da eleição. Para o jornalista que estiver inadimplente com o SJPDF, vale lembrar que é possível se regularizar (saiba como pelo telefone 3343-2261 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.). 

Para entender melhor o que está em jogo nessas eleições e quais são as propostas das duas chapas, a assessoria de imprensa do Sindicato entrevistou os candidatos à presidência das chapas.

A Chapa 1 propõe dá continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela entidade. Segundo Maria José Braga, a continuidade será realizada “sem abrir mão, é claro, de inovar no que for preciso e de aperfeiçoar o trabalho naquilo que considerar que precisa ser aperfeiçoado”. A Chapa 2 é a de oposição à gestão atual. “Entendemos que a atual direção da Federação está muito afastada dos jornalistas e não tem dado resposta aos desafios da categoria”. De acordo com ele, a categoria tem “sofrido uma ofensiva brutal que tem como marco a queda do diploma mas envolve demissões em massa, precarização, acúmulo de funções em razão da chamada convergência tecnológica, assédio moral e outros problemas”, explica Jonas Valente.

Confira abaixo principais propostas das chapas, segundo os presidentes:

Chapa 1

“É praticamente impossível resumir um plano de trabalho em três principais propostas. Podemos citar três grandes linhas de atuação, com diversas propostas cada: Defesa do Jornalismo como atividade essencial à democracia (que inclui a defesa da regulamentação da profissão, da PEC do Diploma e da criação do Conselho Federal de Jornalistas); Defesa do jornalista (que inclui as questões sindicais propriamente ditas, como luta por melhores condições de trabalho, piso salarial nacional, segurança etc); Defesa da Democracia e da Democratização da Comunicação (participação da FENAJ nas lutas sociais em defesa da democracia e protagonismo na luta pela democratização da comunicação)”, afirma Maria José.

Chapa 2

“A chapa 2 pretende resgatar a Fenaj para os jornalistas com o objetivo de coordenar um movimento nacional de reação aos problemas da categoria. A Fenaj não deve substituir os sindicatos, mas deve propor as grandes campanhas para responder às demandas da categoria. Além de manter a luta pela aprovação da PEC do diploma, combinando-a com a defesa da atualização da regulamentação da categoria, vamos realizar iniciativas de combate às demissões, campanhas nacionais de filiação, organização nacional de campanhas salariais, projetos nacionais de fiscalização das condições de trabalho, pesquisas e diagnósticos para entender melhor as transformações do setor e ações de combate aos assédios moral e sexual e discriminação bem como violações do código de ética dentro dos locais de trabalho. Também queremos atuar efetivamente em segmentos que assumiram papel importante de espaços de atuação, como a assessoria de imprensa, comunicação institucional e comunicação pública e da sociedade civil, representando adequadamente colegas que têm sido pouco representados pela federação”, declara Jonas Valente.

Desafios

Os representantes sindicais também falaram sobre como pretendem enfrentar os  principais desafios da categoria nos próximos três anos. Maria José acredita que o  “principal desafio da categoria dos jornalistas nos próximos três anos será o de continuar resistindo às muitas investidas que tem sido feitas contra a profissão, que vão da tentativa de desregulamentação à precarização das relações e condições de trabalho. Esse desafio não é novo, mas vai ficar ainda maior diante dos retrocessos que devem ocorrer no país, do ponto de vista das conquistas históricas dos trabalhadores”.

Valente acredita que é necessária uma reação maior da categoria. “Não é algo somente da Fenaj nem dos sindicatos. É preciso resgatar o orgulho dos jornalistas em relação à sua profissão e à relevância dela na sociedade em tempos de mudanças na comunicação. E para nós isso passa por recuperar o entendimento de que somos trabalhadores e reorganizar a categoria para que ela levante a cabeça e afirme a necessidade de ser respeitada tanto nas relações trabalhistas como na sua autonomia intelectual. E isso passa por ações específicas para atingir cada um dos problemas que afligem os jornalistas hoje”, defende. 

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Chapa 1

Chapa 2