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Publicado em Terça, 17 Novembro 2015 17:18
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Nesta quarta-feira, 18/11, mulheres negras de várias regiões brasileiras participam da Marcha Nacional das Mulheres Negras, em Brasília. Elas levantarão a bandeira contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver (temas tratados pela mobilização). A intenção é juntar o máximo de organizações de mulheres negras, assim como outras organizações do Movimento Negro, bem como entidades de mulheres e de todo tipo de organização que apoie a equidade sociorracial e de gênero, como é o caso do Sindicato dos Jornalistas do DF, que se fará presente no movimento.

Segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2014), 54,9 milhões de brasileiras se autodeclaram pretas ou pardas. Em declaração oficial no site da Marcha, as mulheres declaram que marcharam em defesa da cidadania plena das mulheres negras brasileiras. Elas lutam contra o racismo, o machismo e a pobreza e defendem a igualdade social e econômica. Muitos outros motivos levaram as mulheres negras se reuniram em marcha.

Matéria publicada pelo portal do PSOL traz informações importantes do número de mulheres negras ou pardas que são empregadas domésticas, são quase 60% dessas trabalhadoras. Em relação à violência, as mulheres negras também têm sofrido com os números de homicídios, que aumentou 54% nos últimos dez anos (confira a matéria completa aqui).

“O SJPDF apoia a Marcha Nacional das Mulheres Negras e as pautas colocadas pelas milhares de lutadoras que querem o fim da opressão, do racismo, da violência e que sonham com igualdade de direitos e oportunidades. Não é possível ainda vivermos em uma sociedade em que as mulheres, mesmo sendo maioria, ainda ganham salários menores que seus colegas. E quando falamos em mulheres negras, essa diferença aumenta ainda mais. E também não é mais possível uma sociedade em que a pessoa sofre violência por causa da cor de sua pele. E esse número também aumenta quando falamos das mulheres. Essa dificuldade também é realidade entre as jornalistas negras. Portanto, entendemos que essa luta e essas pautas dizem respeito a nós e precisamos nos somar às companheiras que marcharão em Brasília na manhã desta quarta-feira. Marcharemos contra o avanço conservador, a violência e a política de retirada de direitos das mulheres negras”, afirma Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF.

Programação

http://www.marchadasmulheresnegras.com/