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Publicado em Quinta, 01 Outubro 2015 14:19
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Foto: Arquivo SJPDF

Depois de negativa dos jornalistas à pauta patronal na última consulta às redações (confira aqui), a próxima mesa de negociação com os empresários ocorrerá no dia 8 de outubro. As tratativas têm sido marcadas pela insistência do Sindicato das Empresas de Televisões, Rádios, Revistas e Jornais do DF (Sinterj/DF) em oferecer um reajuste salarial de abaixo da inflação. A proposta atual na mesa, já há vários meses, é de um aumento de 7% contra uma inflação do período de 8,42%. A postura está na contramão das negociações de acordos coletivos em outros estados, que têm garantido na quase totalidade a reposição ou ganho real.

Do outro lado, a categoria tem rejeitado as tentativas de impor uma perda real nos salários. Mas ao mesmo tempo tem demonstrado disposição para avançar rumo a um acordo, tendo reduzido seu pleito de aumento de 13,96% para 8,5%. Enquanto isso, o sindicato patronal saiu de uma primeira versão da pauta com oferta de reajuste salarial de 5% para 7% na última versão, em um processo que vai entrar em seu oitavo mês.

Na próxima reunião, a expectativa é que as empresas compreendam o recado que as consultas têm dado e demonstrem disposição para avançar em uma alternativa que viabilize o fechamento de um acordo sem tentar impor uma perda real aos trabalhadores.

“O SJPDF tem atuado junto com a categoria ao longo de todo esse processo na briga por uma acordo que assegure pelo menos a reposição. Todas as propostas das útlimas quatro consultas saíram de jornalistas durante as assembleias. A diretoria tem levado essas posições às consultas e encaminhado a decisão da categoria que sai da votação. É hora de mantermos a união e seguirmos pressionando os patrões para que eles saiam da posição de intransigência no caso do índice”, defende Wanderlei Pozzembom, coordenador-geral do SJPDF.

Mobilização no dia 7

A aprovação do estado de greve sinalizou a insatisfação da categoria com a oferta das empresas. Como parte do estado de permanente mobilização, a diretoria do SJPDF está convocando novo dia de preto para 7 de outubro, véspera da reunião. “A aprovação do estado de greve foi um recado importante da categoria. Esperamos agora que o sindicato patronal compreenda que precisa ir além”, destaca Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF.

Propostas da Categoria

Os jornalistas reivindicam um reajuste salarial de 8,5%. No piso, a categoria pede R$ 2.300 (9,52%). Já na Participação dos Lucros e Resultados, os profissionais querem o teto de R$ 2.800 (12%) e o piso de R$ 2.100 (33%). Os trabalhadores querem um auxílio-alimentação de R$ 320. Em relação ao auxílio-creche, os jornalistas aceitaram a proposta de 10% apresentada pelos patrões (confira abaixo a tabela comparativa com a nova proposta dos trabalhadores e dos patrões).

Dissídio

Os jornalistas também aprovaram em consulta anterior e na útlima assembleia o pedido de dissídio coletivo junto à Justiça do Trabalho (confira mais sobre dissídio coletivo aqui). O pleito está sendo encaminhado pelo setor jurídico do SJPDF.

Comparativo das propostas

 

Proposta dos Trabalhadores

Proposta dos patrões derrotada

Reajuste Salarial

8,5%

7 % (retroativo pago de forma parcelada até fevereiro de 2016)

Piso

R$ 2.300 (9,52%)

R$ 2.247 retroativo à data-base (o retroativo poderá ser pago em até 3 parcelas, devendo a quitação ser feita até a folha de pagamento de fev. de 2016. Mais ganho eventual único e excepcional de R$ 200 a ser pago até a folha de fev. de 2016

PLR

Teto R$ 2800 (12%)

Piso - R$ 2,100 (33%)

Teto R$ 2.700 (8%)

Piso $ 1.800,00 (12,5%)

Auxílio-alimentação

R$ 320 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição)

R$ 260 a partir da folha de jan. 2016, sem retroatividade.

Auxílio-creche

Proposta aceita pela categoria

R$ 420 (reajuste de 10%, a partir do mês da assinatura da CCT)

Seguro de Vida

8,5%

Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)

     

Três cláusulas adicionais

Horas extraordinárias

Licença-maternidade

Adicional para quem produz para mais de um veículo

 Sugestão que os sindicatos retirem essas cláusulas da negociação.