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Nova mesa de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho dos Jornalistas 2015/2016, que ocorreu nesta quarta-feira, 9/9, não avançou no principal item de luta da categoria: a conquista de pelo menos a reposição inflacionária no reajuste salarial. Apesar de apresentar uma nova proposta, os patrões voltaram a insistir no índice de 7% nos salários, contra uma inflação de 8,42% no período da data-base. Houve retrocesso na forma de pagamento, que até então seria até janeiro e agora foi estendida para até fevereiro.

Os empresários fizeram alterações tímidas em alguns itens da pauta e pioraram outros. No caso do piso salarial, foi o reajuste foi mantido em 7%, retroativo à data-base. Foi criado mecanismo denominado "ganho único eventual", que seria concedido no valor de R$ 200. O auxílio-creche passou de 7% para 10%. A Participação nos Lucros e Resultados também foi alterada, com o piso indo de R$ 1.712 para 1.800 (12,5% de aumento) e o teto de R$ 2.675 para 2.700 (8%).

O mínimo do auxílio-alimentação, que estava previsto na última versão em R$ 240 na assinatura e R$ 260 em janeiro, retrocedeu  na nova pauta para R$ 260 a partir de janeiro. Dividindo o que a categoria vai ganhar a partir de janeiro por doze meses mais o 13º o reajuste seria de 4,6%, quase metade da inflação do período. Vale lembrar que poucas empresas recebem o mínimo. 

Impasse

A reunião de hoje só ocorreu devido à insistência da categoria e do SJPDF. As empresas haviam inicialmente tentado postergar por 120 dias as negociações. Os patrões aceitaram sentar novamente para conversar com a categoria depois de diálogo realizado com o auxílio do Ministério Público do Trabalho. Na reunião anterior, apenas os trabalhadores levaram alterações na pauta. No encontro desta quarta-feira, as empresas finalmente trouxeram novos itens e afirmaram não estar fechadas para acordo, mas recolocaram que não será possível chegar à reposição inflacionária nos salários.  

Representantes do Sindicato dos Jornalistas voltaram a colocar que esse é um impasse e a pauta apresentada é insuficiente frente ao que a categoria vem reivindicando. Os diretores também disseram que os jornalistas do DF questionam as razões pelas quais outros estados conseguiram reposição inflacionária e até mesmo ganho real e aqui os patrões não conseguem chegar em uma proposta melhor. Em resposta, as empresas justificaram que não têm condições de pagar mais do que isso pela situação econômica do DF e que a situação está ficando mais difícil. 

Diante do desfecho negativo das negociações de hoje, o SJPDF vai chamar uma nova assembleia com a categoria para a semana que vem. Para além de avaliar a proposta apresentada pelos patrões, a assembleia discutirá as próximas estratégias, como um eventual pedido de dissídio e a proposta de estado de greve que foi sugerida pela categoria em assembleia realizada pela entidade em agosto.

Comparativo das propostas

  Proposta dos Trabalhadores Proposta dos patrões derrotada
Reajuste Salarial INPC + 1,5% 7 % (retroativo pago de forma parcelada até fevereiro de 2016)
Piso R$ 2.400 R$ 2.247 retroativo à data-base (o retroativo poderá ser pago em até 3 parcelas, devendo a quitação ser feita até a folha de pagamento de fev. de 2016. Mais ganho eventual único e excepcional de R$ 200 a ser pago até a folha de fev. de 2016
PLR

Teto R$ 2.900

Piso - R$ 2.400

Teto R$ 2.700 (8%)

Piso $ 1.800,00 (12,5%)

Auxílio-alimentação R$ 410 (Para quem ganha acima, reajuste segundo o INPC refeição) R$ 260 a partir da folha de jan. 2016, sem retroatividade.
Auxílio-creche Mínimo de R$ 520 e reposição segundo INPC R$ 420 (reajuste de 10%, a partir do mês da assinatura da CCT)
Seguro de Vida Mesmo valor do reajuste salarial Reajuste de 7% (a partir do mês da assinatura da CCT)
     
Três cláusulas adicionais

Horas extraordinárias

Licença-maternidade

Adicional para quem produz para mais de um veículo

 Sugestão que os sindicatos retirem essas cláusulas da negociação.