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Coordenadores dos cursos de comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB), do Centro Universitário de Brasília (Uniceub) e do Centro Universitário IESB apresentaram como as novas diretrizes estão sendo implantadas em suas instituições no “Seminário Desafios da Formação em Jornalismo no DF”, realizado na última sexta-feira, 22/5. Mediada por Isabel Clavelin, assessora de comunicação da Onu Mulheres Brasil e professora da Universidade Católica de Brasília, a mesa mostrou os desafios de como as coordenações têm tentado se adaptar às novas diretrizes sem perder conteúdos clássicos, especialmente na área de humanidades. 

Outro ponto considerado crítico foi a definição das regras para o estágio, que segundo as novas regras passam a ser obrigatório. A carga horária de estágio que um aluno deve garantir é de pelo menos 200 horas. Nesse assunto, representantes do Sindicato dos Jornalistas do DF pontuaram o risco de isso estimular formas precarizadas de estágio nas quais os empregadores utilizam os estudantes como mão-de-obra barata e não asseguram um processo de aprendizado. 

Confira aqui como foram as discussões da primeira mesa

UCB

O coordenador do curso de comunicação da UCB Joadir Antônio Foresti colocou que o desafio dos cursos vai além de cumprir uma nova legislação, mas que as mudanças irão refletir no futuro da profissão. “Precisamos enquadrar os currículos. Para fazer isso iremos flexibilizar coisas novas e ampliar mais”, afirmou no início da sua explanação. Joadir disse ainda que existe uma discordância na forma de implementar as novas diretrizes até mesmo entre o corpo de professores. “Em discussão recente com os professores surgiu, por exemplo, a dúvida do que vamos colocar como bibliografia nos novos currículos: os livros anteriores, aqueles clássicos da sociologia, ou novos livros que interpretam os clássicos? Essa decisão irá determinar como será feita a fundamentação teórica”, exemplificou.

Sobre o estágio, Foresti disse que a gestão dos cursos deve se preocupar em deixar os critérios claros, mas não esquecer do cenário social econômico que envolve esse quesito em relação aos estudantes de instituições privadas. “Existem estudantes que necessitam do estágio para ajudar a pagar o curso, caso contrário ele não termina o bacharelado”, frisou.

IESB

Daniela Goulart, coordenadora do curso de comunicação do IESB, afirmou que a evolução da área é tão grande que existe uma necessidade constante de requalificação, inclusive dos professores. Ela disse que o Plano Político Pedagógico do IESB vai além das disciplinas fundamentais e da prática. “Temos propostas que abarcam temas transversais tornando o processo mais integrador. Nos preocupamos com uma formação humanista”.

Sobre a forma de implantar as novas regras, Daniela admitiu que os créditos serão adaptados. “Se antes tínhamos uma disciplina intitulada ‘jornalismo cultural, econômico e social’, agora teremos ‘jornalismo econômico e social”. Teremos que integrar os créditos”.

Uniceub

Segundo o coordenador do Uniceub Henrique Moreira, foram realizados uma série de workshop com os professores da instituição sobre as novas diretrizes curriculares. O objetivo, de acordo com Moreira, foi chegar em uma solução que não impactasse o currículo que estava em vigor, que foi ajustado em 2012.

“É importante dizer que não dá para contemplar tudo que está previsto. Temos que fazer um exercício. A instituição olha a parte financeira da questão. A carga horária do curso anteriormente era de 2.700 horas, com as novas regras teremos que ministrar 3.000 horas, mas com a responsabilidade de manter o mesmo valor da mensalidade”, apontou.

Sobre a teoria e a prática, o professor disse que o grande desafio da academia não tem relação com os desafios do mercado. “O mercado é uma coisa e a universidade é outra. Não é real. O conhecimento científico precisa ser validado, não é como mudar uma matéria de página na edição de um jornal”.

Para finalizar seu discurso, o professor tratou da crise financeira enfrentada dentro da área do jornalismo. Ele admitiu que o problema não está com os profissionais e sim com os empregadores. “Nós jornalistas sabemos fazer jornalismo. Eles é que não sabem como fazer para ganhar dinheiro com o jornalismo”.