A diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF publica nota em homenagem ao “Dia Internacional da Mulher”, que foi comemorado nesse domingo, 8/3. No texto, a entidade além de parabenizar todas as profissionais de comunicação, reafirma o esforço de continuar atuando por mais direitos essas trabalhadoras. O SJPDF também entende que apesar das diversas bandeiras de lutas travadas por entidades que defendem os direitos das mulheres, ainda existem muitos desafios a serem superados como a igualdade de oportunidade no mercado de trabalho, a opressão e a violência contra as mulheres. Vale muito conferir a nota!
Reafirmar a luta por igualdade entre homens e mulheres
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF, pela passagem do Dia Internacional da Mulher nesse domingo, 8 de março, saúda todas as profissionais de comunicação do DF pela força e coragem com que têm se dedicado à construção de uma comunicação mais democrática e igualitária em nosso país. Da mesma forma, reafirmamos o nosso esforço em continuar atuando por mais direitos para todas as trabalhadoras, em particular para as mulheres jornalistas.
Entendemos que o 8 de Março, uma data em que história de lutas das mulheres é lembrada e celebrada internacionalmente, é um dia para refletirmos sobre o quanto ainda precisamos avançar na nossa batalha cotidiana para garantir igualdade de oportunidades, bem como para superar a opressão e a violência que ainda fazem milhares de vítimas em nosso país pelo simples fato de serem mulheres.Reconhecemos, por outro lado, o esforço incansável das organizações sindicais, entre as quais o SJPDF se inclui, e dos movimentos de mulheres para que a desigualdade de gênero seja finalmente superada.
Nesse sentido, para nós o 8 de Março é um dia de celebrar as conquistas, como também de ressaltar a nossa disposição em persistir na busca por mais direitos e por uma sociedade mais justa, com melhores condições de trabalho e igualdade de remuneração entre homens e mulheres. Bem como, superar todas as formas de opressão, como o machismo, o racismo, a lesbofobia e a transfobia, nos locais de trabalho também estão entre as nossas principais tarefas que devemos reafirmar nessa passagem do 8 de Março.
Embora as mulheres sejam a maioria entre os jornalistas no Brasil, atingindo um percentual de 64% da categoria, ainda recebem salários menores que os seus colegas e não ascendem aos postos de comando nas várias redações e assessorias de imprensa do país. Os homens continuam sendo a maioria a ocupar cargos de comando e, por consequência, a definir a linha editorial dos nossos veículos. Nesse sentindo, além da busca pela igualdade, melhorar a abordagem dos assuntos de gênero nos meios de comunicação e dar voz às mulheres se incluem, também, entre os nossos principais desafios como entidade representativa dos e das jornalistas do DF.
Compreendemos, ainda, que a realidade de nossa categoria é a mesma do cenário geral do mundo do trabalho. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2012, o rendimento médio da mulher brasileira equivale a 72,3% da renda média dos homens, ou seja, o salário das mulheres permanece 28% inferior aos dos seus colegas. No estudo, o rendimento médio dos homens foi registrado em R$ 1.857,63, enquanto que o das mulheres era R$ 1.343,81, apesar de terem mais escolaridade. Esses números expõem uma dura realidade que precisa ser superada.
Por fim, ressaltamos que para nós o reconhecimento e a celebração da força das mulheres e a luta por mais direitos e pela igualdade entre homens e mulheres são tarefas que estão no dia a dia de nossa entidade. E seguimos firmes com esses compromissos.
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF