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A assembleia Nacional dos Trabalhadores da EBC realizada nesta quinta-feira (4/12) aprovou uma pauta com propostas para o novo plano de carreiras da empresa e uma paralisação de 24 horas no dia 9 de dezembro. O objetivo é colocar para a direção da empresa, para o governo federal e para a sociedade a importância de aprovar um plano de carreiras que fortaleça a autonomia do corpo de empregados, garanta condições para atrair e reter talentos, implante um horizonte concreto de carreira e futuro para os atuais empregados, coloque a Empresa Brasil de Comunicação em um patamar remuneratório semelhante ao existente hoje no Serviço Público e estimule a formação para qualificar a produção de conteúdos.

A revisão do plano de carreiras foi um pleito dos trablhadores incluído no Acordo Coletivo 2011/2012. Uma consultoria foi contratada para auxiliar o processo por cerca de R$ 1 milhão de reais, mas o relatório final teve seu conteúdo descartado. Após pressão dos trabalhadores, foi criado um grupo com representantes de gestores da empresa e dos empregados para formular propostas ao novo plano. No entanto, após meses de discussões, poucas propostas dos trabalhadores foram acolhidas pelos gestores, provocando grande insatisfação. Agora o tema será apreciado pela Diretoria-Executiva da Empresa. 

Polêmicas

Permaneceram diversas divergências após o trabalho do grupo. Uma delas é quanto à tabela salarial. Os trabalhadores defendem redução dos níveis (para permitir atingir o topo da carreira), aumento do piso (de R$ 3.666 para R$ 4.400 no caso do nível superior e de R$ 2.191 para R$ 3.080, com aumento proporcional no caso dos gestores em jornalismo). Já os gestores apresentaram uma inovação de estabelecer pisos diferenciados por jornada. Assim, categorias com jornada especial, como jornalistas e radialistas, teriam pisos menores do que aquelas atividades com carga de 40 horas semanais. 

Outra divergência é a forma de equilibrar progressões por mérito e tempo de serviço. Hoje a proporção é, respectivamente, 95% e 5%, fazendo com que a evolução por tempo de serviço seja irrisória. Os trabalhadores defendem que este cada modalidade de ascenso na carreira receba metade dos recursos disponíveis. Com isso, a expectativa é que o empregado ganhe uma referência a cada três ou quatro anos, além de poder ser progredido pro mérito.

"Estamos há três anos pautando este tema. A direção da empresa primeiro se recusou a fazer a atualização do plano. Depois contratou uma consultoria e excluiu as entidades representativas dos grupos de discussão. E agora, os gestores aparecem não só com uma posição ruim em relação às demandas dos trabalhadores como propondo uma mudança terrível para as profissões com jornada regulamentada: a diferenciação dos pisos por jornada de trabalho. A paralisação é uma forma de colocar para a direção a necessidade de ouvir os trabalhadores", diz Jonas Valente, coordenador-geral do SJPDF. 

"A questão do plano não é apenas trabalhista. A criação de diversas funções gratificadas e o uso dessas sem processos claros amplia o poder dos chefes nomeados sobre os trabalhadores, o que pode prejudicar fortemente a possibilidade dos empregados brigarem pelo caráter público contra ingerências", explica Soane Guerreiro, diretora do Sindicato.

Confira aqui a Pauta dos trabalhadores