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Publicado em Quinta, 25 Setembro 2014 17:56
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Nessa quarta-feira, 25/9, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF realizou nova assembleia para tratar das irregularidades do Jornal da Comunidade. Os problemas de atrasos salariais voltaram a fazer parte da rotina dos jornalistas da redação do veículo. Os funcionários do jornal estão com salários atrasados há quatro meses.

Na assembleia, os diretores do Sindicato relembraram as iniciativas que já foram desenvolvidas pela entidade e informaram que entraram com duas novas ações na justiça. Uma delas sobre o pagamento dos salários atrasados e pedindo multa em razão dos atrasos. A outra para reconhecer o direito daqueles trabalhadores que queriam sair da empresa à rescisão indireta (método que garante todas as verbas rescisórias aos funcionários como se eles estivessem sido demitido pela empresa) e para liberar um alvará para os empregados que foram demitidos se habilitarem a receber o seguro-desemprego, já que o veículo tem feio o desligamento dos funcionários sem emitir as guias para eles receberem esse benefício.

 Na assembleia, representantes do Sindicato dos Jornalistas disseram que adotaram as medidas que a entidade poderia encaminhar. No entanto, a empresa joga com a lentidão da Justiça do Trabalho. Foi colocado aos trabalhadores da empresa presentes que é preciso uma mobilização maior para pressionar a empresa. 

Segundo Leonor Costa, coordenadora-geral do SJPDF, a entidade não está medindo forças para defender os trabalhadores. "Seguimos cobrando e fazendo o que é possível. Mas infelizmente a empresa segue desrespeitando os trabalhadores. Para ir além, é preciso um envolvimento maior dos funcionários", afirmou.

Crise financeira

Na última audiência realizada no Ministério Público do Trabalho do DF (MPT-DF) sobre o caso, representantes da empresa alegaram que o jornal está passando por uma grande crise financeira. Eles justificaram que os atrasos se devem, principalmente, à falta de pagamento de publicidade do Governo do Distrito Federal e a contratos que a gráfica da empresa tem com o Executivo. 

A diretoria do SJPDF se reuniu com Ronaldo Junqueira, presidente do Comunidade e cobrou mais uma vez a regularização da situação. Ele afirmou que está buscando a liberação de recursos de anúncios junto ao GDF mas que não existe uma previsão para o pagamento dos atrasados a todos os funcionários. 

Ações do Sindicato 

A atuação do Sindicato dos Jornalistas em relação ao caso do Comunidade tem sido proativa. Entre as ações realizadas pela diretoria estão: a apresentação de denúncias junto à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-DF) e ao Ministério Público do Trabalho do DF (com participação de mesas de negociação neste órgão); a realização de atos em frente ao veículo e o ajuizamento de ações na Justiça do Trabalho.

Caso Comunidade

Nos últimos três anos, os trabalhadores do Grupo Comunidade têm enfrentado diversas irregularidades, sendo a principal delas, os atrasos salariais. A ausência de recolhimentos do FGTS e do INSS, a falta de pagamento das férias e do plano de saúde, o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, em especial o que diz respeito ao pagamento do salário em dia, entre outros motivos, levaram o setor jurídico do SJPDF entrar com diversas ações contra a empresa.

Em 2012, a diretoria do SJPDF conseguiu bloquear 600 mil reais na Justiça do Trabalho para o pagamento de salários dos funcionários. O sindicato também provocou um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho do DF (MPT-DF) que estipulava o cumprimento por parte do Comunidade cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, em especial a que diz respeito ao pagamento do salário em dia.

Em 2013 a empresa voltou a atrasar salários e pagar férias atrasadas. A situação de irregularidades dentro do Grupo Comunidade perdurou durante o ano passado. Neste ano, as irregularidades continuam. O SJPDF participou de diversas audiências no MPT-DF e impetrou outras ações contra a empresa.