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Publicado em Segunda, 08 Setembro 2014 16:10
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O Grupo de Convergência – criado para sistematizar contribuições dos trabalhadores ao novo plano de carreiras e elaborar um relatório com recomendações à Diretoria Executiva – fez a primeira reunião no dia 2 de setembro. Ele é formado por representantes de diversas áreas da empresa e por integrantes dos sindicatos dos jornalistas e radialistas do DF e da Comissão de Empregados. 

Para a elaboração do relatório final, serão considerados o trabalho da consultoria FIA, as sugestões de trabalhadores publicadas no Fórum da Intranet aberto entre junho e julho, os documentos elaborados por sindicatos e Comissão a partir do debate com os empregados e outros subsídios. Representantes de sindicatos e Comissão presentes à reunião reafirmaram que já colocaram as propostas centrais (como redução dos níveis, equilíbrio entre promoção por mérito e antiguidade e valorização da formação, entre outras) para negociação e que consideram fundamental partir dos temas mais estruturais para desenhar o novo plano. 

O primeiro encontro teve como pauta a definição da metodologia do grupo. A princípio, serão 12 encontros. O prazo previsto era início de outubro, mas ele pode ser estendido se houver necessidade. Foi apresentada uma ordem das discussões, que sofreu emendas por parte dos trabalhadores. 

Os representantes de sindicatos e Comissão reivindicaram que a metodologia previsse a abertura de temas em um dia e fechamento em outro de modo a permitir que fosse possível consultar os trabalhadores para definir as posições a serem defendidas, a exemplo do que ocorre em negociações de acordos coletivos. O pleito foi aceito. As entidades de representação dos empregados informaram que vão convocar reuniões e assembleias para levar as discussões do grupo aos trabalhadores. 

Cargos, atividades e trajetórias

Na reunião, foi iniciado o debate sobre cargos, atividades e trajetórias. Os representantes da empresa afirmaram que ainda não há uma proposta definida e que ela está em debate dentro da direção. Mesmo depois de um ano de um grupo de modelagem que excluiu propositalmente sindicatos e Comissão e do trabalho da FIA, que custou quase R$ 1 milhão, a empresa não elaborou sua visão do que considera importante para o Plano de Carreiras. 

Ainda não há posição, por exemplo, se os cargos amplos formulados pela FIA serão mantidos (analista e analista de comunicação, no nível superior, e técnico administrativo, técnico de conteúdo e técnico de suporte tecnológico, no nível médio). No caso dos jornalistas, o plano da FIA previa o cargo analista de comunicação, a trajetória de jornalismo e três atividades: jornalista de texto, repórter fotográfico e repórter cinematográfico.

Jonas Valente, do Sindicato dos Jornalistas do DF, colocou alguns questionamentos sobre a atividade de jornalista e reafirmou diretrizes: (1) a manutenção da exigência do diploma, (2) o respeito à jornada prevista na regulamentação em qualquer atividade, incluindo a de acervo e pesquisa, (3) a equiparação dos salários de jornalistas de imagem (repórteres fotográficos e cinematográficos) caso haja mudança para exigência de nível superior. 

Foi perguntado sobre as possibilidades de mobilidade de jornalistas. Há pleito de colegas de imagem, por exemplo, que querem ter a possibilidade de assumir funções de texto em algum momento. A explicação dada pelos representantes da empresa foi que, segundo a Lei, a "porta de entrada" nos concursos (o cargo ou área) determina os limites. Ou seja, se é feito um concurso para "repórter cinematográfico", a pessoa só pode desempenhar aquela atividade, sem poder ir para outra. Uma possibilidade cogitada foi a de "juntar" reportagem cinematográfica e fotográfica em uma atividade de "jornalista de imagem". 

O debate sobre cargos, trajetórias e atividades não foi concluído, e será retomado nos próximos encontros.