O Sindicato dos Jornalistas do DF repudia a violência contra a população palestina e os ataques que vem ocorrendo região de Gaza, acirrados desde 8 de julho. Entre as pessoas que estão sendo bombardeadas e executadas nesta guerra, estão vários profissionais de imprensa. Dados divulgados pelo Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ) confirmam que onze profissionais já morreram em Gaza.
Somente na terça-feira, 29/7, um dos dias mais violento da guerra com cerca de 100 mortes, o Sindicato dos Jornalistas Palestinos denunciou que houve quatro mortes de profissionais de imprensa e solicitou à ONU investigação aos ataques que estão ocorrendo contra os jornalistas. Para além das mortes, vários profissionais da imprensa também já foram feridos.
Nos ataques ao território palestino, sedes de emissoras de rádio e TV como a al-Aqsa e Al Jazeera foram bombardeadas. Os escritórios da agência de notícias americana “AP” também foram destruídos. Na quinta-feira, 31/7, o escritório do colaborador da Agência Efe em Gaza foi atingido por um projétil de artilharia israelense, que causou graves danos materiais.
Segundo a agência palestina "Maan", a ofensiva israelense está provocando um número incomum de vítimas entre os profissionais da comunicação, particularmente desde que começou a atacar zonas residenciais e áreas comerciais. Dois dos nove jornalistas morreram no recente ataque a um mercado de Shayahie, o bairro de Gaza mais castigado durante a ofensiva, quando fotografavam a região.
O Sindicato dos Jornalistas Palestinos, órgão afiliado à Federação Internacional dos Jornalistas, pediu uma comissão independente para investigar as mortes. "Estamos esperando a aprovação do Egito para permitir seis árabes e outros três membros do comitê possam entrar em Gaza', disse Abdel Nasser al-Najjar, diretor do PJS, à Al-Jazeera. O sindicato acredita que, com as descobertas da missão, se poderá trilhar um caminho para processar os responsáveis nas cortes internacionais.
O CPJ solicitou que os profissionais da imprensa tenham direito à mesma proteção que os civis possuem, independentemente da situação do local em que realizam sua cobertura jornalística. "O exército de Israel sabe onde os meios de comunicação estão baseados em Gaza e deve garantir que eles não sejam atacados como parte de sua ação ofensiva", disse o coordenador do movimento, Sherif Mansour.
O SJPDF repudia veementemente o massacre ocorrido na Faixa de Gaza, que está matando milhares de pessoas, entre elas mulheres e centenas de crianças – vítimas de uma violência desproporcional. Além de atingir muitos inocentes, o uso desproporcional do aparato militar também assalta os jornalistas que atuam na região. Os profissionais da imprensa enfrentam agressões, prisões sem justificativas e sofrem restrições ao exercício da profissão. Alguns já perderam suas vidas.
Sabemos que falar sobre o direito à liberdade de expressão nesse momento parece insignificante quando o direito à vida está sendo totalmente atropelado, mas o SJPDF se baseia na Declaração Universal dos Direitos Humanos que defende os direitos como universais (válidos e exigíveis a qualquer tempo e em qualquer lugar) e complementares. Por esse motivo, é imperioso defender de forma conjunta todos os direitos que estão sendo surrupiados nessa guerra como o direito à vida, à liberdade, à paz, à igualdade, entre outros tantos.
Com informações do Uol, G1 e Agência EFE
Foto: Abbas Momani/AFP- Crédito: Jornalistas carregam caixões simbólicos lembrando colegas mortos em Gaza
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas do DF