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Publicado em Quinta, 20 Fevereiro 2014 19:43
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Entidades de representação dos trabalhadores da EBC, entre elas o Sindicato dos Jornalistas do DF, enviaram à direção da EBC um documento de propostas para a revisão do Plano de Empregos, Carreiras e Salários (PECS). O processo entrou em sua reta final. A consultoria contratada para elaborar uma nova versão, a FIA, tem até março para entregar as propostas.

No documento, os trabalhadores questionam a falta de participação dos empregados no grupo de modelagem (criado para elaborar os parâmetros da nova versão do plano) e reclamam da não prestação de contas e da ausência de reuniões após a entrega dos produtos por parte da FIA. O não atendimento dessas demandas reforçou o pleito das entidades de reivindicar que a participação e os anseios dos trabalhadores sejam de fato incorporados no novo plano. Além disso, solicitam uma reunião com a direção sobre o tema.

CONFIRA AQUI A ÍNTEGRA DO DOCUMENTO

Propostas

Número de níveis

No documento, os empregados destacam que a proposta deve reduzir os níveis das carreiras (hoje por volta de 40, na maioria dos casos). Se isso não ocorrer, diz o texto, o empregado terá que trabalhar mais de 100 anos para chegar chegará ao topo da carreira. 

Promoção por tempo de serviço e por mérito

As organizações também apontam que o tempo de atuação do empregado na empresa deve ser o elemento central para a evolução na carreira e propõem que o empregado receba uma referência a cada dois anos. A promoção por mérito não deixaria de existir, mas serviria como complemento e poderia fazer com que a pessoa chegasse mais rapidamente ao topo. Hoje, do total de recursos destinados às promoções, apenas 5% são para a evolução por tempo de serviço e 95% para os casos por mérito.

Respeito à legislação 

O respeito à legislação e aos requisitos de acesso às profissões também são itens abordados no documento. Os trabalhadores reivindicam que a obrigatoriedade do diploma para a trajetória dos jornalistas, por exemplo, esteja prevista no plano.

Funções e atividades
As entidades reivindicam que a evolução na carreira não seja vinculada obrigatoriamente a mudanças nas atividades realizadas. Um jornalista que quiser ficar em uma determinada atividade, como repórter, deve poder ficar sua carreira nela e conseguir chegar ao topo da carreira. O mesmo vale para um radialista que queira ser, por exemplo, câmera de estúdio. Mas também deve ser assegurado que as pessoas possam evoluir para atividades mais complexas dentro de um mesmo cargo. Outra reivindicação é que as atividades previstas no novo plano não levem a desvio de função.   

Funções técnicas

No documento, há a reafirmação da proposta de criação de funções técnicas. Elas seriam remunerações adicionais para atividades de maior complexidade e responsabilidade. 

Gratificação

O reconhecimento da titulação do empregado deve fazer parte do plano e lhe render gratificação por qualificação. A diferenciação de remuneração com base nas complexidades e responsabilidades das diferentes funções técnicas assumidas pelos trabalhadores é mais um item citado no documento.

Saiba mais sobre o PECS

Prevista no Acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012, a revisão do PECS deveria ter ocorrido até julho de 2012, mas não foi feita. Em agosto de 2012, os sindicatos dos jornalistas e radialistas do DF ajuizaram uma ação de descumprimento da cláusula que previa a revisão do PECS no ACT. A solução para o impasse só ocorreu no fim daquele ano, quando a direção da empresa se comprometeu a realizar a revisão ao longo de 2013, com o auxilio de uma consultoria. A revisão foi iniciada em maio de 2013, por meio da FIA, e tem previsão de ser encerrada em abril deste ano. Anteriormente, os trabalhadores construíram um diagnóstico e apresentaram a direção da empresa. Veja o diagnóstico aqui