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Publicado em Quarta, 27 Novembro 2013 19:19
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O Acordo Coletivo da EBC 2013/2014 foi assinado na tarde deste dia 27/11, na sede da empresa em Brasília. Ele é resultado de muita luta por parte dos trabalhadores, que deflagraram uma greve histórica em prol de reajuste salarial, manutenção de direitos e da defesa da comunicação pública no Brasil.

Entre as principais conquistas dos trabalhadores estão: aumento real de 0,5% em 2013 e 0,75% em 2014, quatro talões do auxílio alimentação extras para os próximos dois anos, 2013 e 2014 e amanutenção das cláusulas sociais do Acordo Coletivo de Trabalho vigente, inclusive aquelas que a direção da empresa tentou retirar por demanda do Ministério do Planejamento. Confira aqui mais sobre o assunto

O ato de assinatura contou com a participação da direção da empresa e de representantes dos sindicatos dos jornalistas do DF e do Rio de Janeiro e dos radialistas do DF, do Rio de Janeiro e de São Paulo, além da Comissão de Empregados da EBC.

O presidente da empresa, Nelson Breve, afirmou que o processo de negociação foi duro e difícil para a empresa. “A empresa é uma intermediária entre o Ministério do Planejamento, o governo federal e os representantes dos trabalhadores”, disse. O presidente também ressaltou que um dos desafios agora é a reconquista da confiança entre trabalhadores, representantes e direção da empresa.

Para Carlos Alberto Paes, presidente do Sindicato dos Radialistas do DF, o processo gerou aprendizado de todas as partes. "Agora temos que voltar sem clima de revanche ou de oposição, mas como integrantes desse projeto comprometidos com o futuro da empresa e com a valorização profissional", destacou.

Na avaliação da presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, Paula Máiran, todos saíram ganhando com a greve. “Os trabalhadores deixaram claro que a luta não foi somente por reajuste salarial e aumento nos benefícios, mas por uma construção de um projeto de mídia pública”, afirmou.

Segundo Jonas Valente, coordenador geral do SJPDF, o acordo assinado é a concretização da luta dos trabalhadores. “Mostramos que os empregados estão dispostos a lutar pelos seus direitos. E apenas por conta dessa mobilização, foi possível chegar ao texto do novo ACT”, ressalta. Leia artigo “EBC: uma greve histórica em defesa da comunicação pública”

Compensação

Sobre a compensação das horas que os grevistas terão que fazer, Nelson Breve afirmou que o processo será feito de forma equilibrada e deve levar em conta as especificidades de cada caso, além de ser considerada a demanda concreta de trabalho e o que a lei permite. “Já informamos que a política de compensação deverá ser dialogada entre os gerentes das áreas e os funcionários. Cada gerente irá apresentar um plano de compensação que será analisado pela Diretoria Executiva”, disse. Os representantes dos trabalhadores solicitaram uma reunião para tratar do assunto, visto que algumas reclamações já foram feitas pelos trabalhadores. O encontro deve ocorrer até o início da próxima semana. 

Outros temas

Também foi retomado pelo presidente os temas que foram objeto de conversa junto aos sindicatos e a Comissão no debate de fechamento do acordo. A Comissão e a empresa vão discutir a institucionalização da comissão de empregados. Será feito um plano de capacitação de maneira colaborativa. Haverá reuniões periódicas sobre a implantação do acordo. Está em debate a forma de ampliar a licença-paternidade.  E será criado um Grupo de Trabalho para discutir horas-extras, que terá participação dos trabalhadores. Os representantes dos sindicatos solicitaram uma reunião na próxima semana para dar encaminhamento a esses assuntos.