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Publicado em Sexta, 20 Setembro 2013 18:29
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No segundo dia do Seminário de Atualização em Comunicação Sindical, os participantes discutiram os desafios da luta dos trabalhadores e o papel da comunicação sindical. O jornalista e ex-presidente do SJPDF Hélio Doyle fez uma recuperação histórica do sindicalismo no Brasil mostrando como as organizações foram evoluindo até os tempos atuais. 
Ele lembrou das tentativas de mobilização no fim do século XIX, da predominância do anarco-sindicalismo nas primeiras três décadas do século XX (com forte influência dos imigrantes europeus) e da influência dos comunistas a partir do fim da 2a guerra. 
Doyle contou a história das organizações durante a luta contra a ditadura, e fez um mapeamento das vertentes que foram emergindo dos rachas dentro dos grandes movimentos. "Podemos ver que houve um grande fracionamento na esquerda nesse período. Sempre houve divergência entre as entidades de trabalhadores sobre qual seria o caminho mais eficaz", lembrou.
O jornalista analisou como esses diversos movimentos desembocaram na construção da Central Única dos Trabalhadores, a CUT. E apresentou provocações aos dirigentes sindicais e profissionais presentes. "O sindicalismo mudou. Precisamos discutir os métodos atuais, como as greves, especialmente no caso do serviço público, quando há prejuízo à população", destacou. 
Doyle também questionou o risco existente no caso de dirigentes que passam a se beneficiar da estrutura do sindicato, e como isso pode virar um fim em si mesmo. "Muitas vezes o dirigente acaba não voltando para o local de trabalho, para a produção", disse.
Os sindicalistas presentes concordaram que é importante ficar atento ao risco de distanciamento dos dirigentes. Mas defenderam o uso do instrumento da greve como uma forma de pressionar patrões a ampliar os direitos e conquistas trabalhistas. 
Democratização da comunicação
O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas do DF, Jonas Valente, afirmou que um outro desafio do sindicalismo é conseguir falar com o conjunto da sociedade. Para além da necessidade de melhorar os veículos de comunicação das entidades laborais, Valente destacou que é preciso brigar por regras mais democráticas que equilibrem o ambiente da comunicação e permitam a expressão de veículos sindicais, alternativos, comunitários e livres. 
"Os sindicatos precisam se engajar nessa luta. Em especial na campanha Para Expressar a Liberdade, que botou na rua um projeto de iniciativa popular da Lei da Mídia Democrática. A ideia dessa proposta é construir uma nova legislação que detenha o oligopólio, garanta a produção regional e promova a comunicação pública e alternativa", disse o secretário-geral.